O que separa o Bem do Mal? Em A Escola do Bem e do Mal, livro publicado no Brasil em julho pela editora Gutenberg, vamos descobrir que essa linha pode ser mais tênue do que imaginamos.
No povoado de Gavaldon, a cada quatro anos, dois adolescentes somem misteriosamente há mais de dois séculos. Os pais trancam e protegem seus filhos, apavorados com o possível sequestro, que acontece segundo uma antiga lenda: os jovens desaparecidos são levados para a Escola do Bem e do Mal, onde estudam para se tornar os heróis e os vilões das histórias.
No povoado de Gavaldon, a cada quatro anos, dois adolescentes somem misteriosamente há mais de dois séculos. Os pais trancam e protegem seus filhos, apavorados com o possível sequestro, que acontece segundo uma antiga lenda: os jovens desaparecidos são levados para a Escola do Bem e do Mal, onde estudam para se tornar os heróis e os vilões das histórias.
Sophie torce para ser uma das escolhidas e admitida na Escola do Bem. Com seu vestido cor-de-rosa e sapatos de cristal, ela sonha em se tornar uma princesa. Sua melhor amiga, Agatha, porém, não se conforma como uma cidade inteira pode acreditar em tanta baboseira. Ela é o oposto da amiga, que, mesmo assim, é a única que a entende. O destino, no entanto, prega uma peça nas duas, que iniciam uma aventura que dará pistas sobre quem elas realmente são.
Este best-seller é o primeiro livro de uma trilogia que mostra uma jornada épica em um mundo novo e deslumbrante, no qual a única saída para fugir das lendas sobre contos de fadas e histórias encantadas é viver intensamente uma delas.
O livro tem cheiro de conto de fadas, gente. Sério.
Como podemos deduzir pela sinopse, as duas crianças do povoado que vão para a Escola são Sophie e Agatha, e, apesar de que todos têm uma visão um tanto estereotipada das duas meninas, conseguimos as conhecer melhor, ver o que tem embaixo da beleza de uma e da solidão da outra. Apesar de já reconhecermos certos traços de personalidade nos primeiros capítulos, o que realmente achamos vai ficando para trás, e vamos nos surpreendendo mais e mais ao desenrolar da história.
Sabe o estilo de narrativa em que você se sente escutando a história da própria boca do narrador? Como a narrativa do livro é em terceira pessoa, as possibilidades de transição do foco de uma protagonista para a outra são exploradas da melhor forma por Soman. O autor fez um belo trabalho na introdução da trilogia, ele basicamente fez do leitor um estudante. A descrição bem detalhada da arquitetura e decoração das escolas não ficou nem um pouco chata na minha opinião. Ao invés de ficar desgastante e cansativa, tal descrição me levou direto para ambas escolas e me peguei imaginando várias vezes o cenário descrito ao meu redor.
Outro ponto forte é a forma como os outros contos de fadas são explorados. Histórias antigas como Cinderela, rei Arthur e João e Maria são retomadas várias vezes durante a história, seja ao conhecermos mais sobre um aluno que é descendente de um notório personagem de contos de fadas, seja num exemplo dado por um professor em sala de aula, os contos acabam vindo à tona. Em uma época onde releituras estão em alta, foi ótimo ler sobre as histórias de forma não corrompida.
Confiram alguns dos meus detalhes favoritos do livro:
Já falei que amo livros com mapas?!
Adoro ilustrações nos começos de capítulos, e para minha alegria A Escola do Bem e do Mal veio com as mais belas ilustrações, feitas por Iacopo Bruno, também responsável pela arte da capa.
Àcima, mais detalhes do livro.
5 estrelas
Update: Os direitos da história foram adquiridos pela Universal Studios, e logo veremos a adaptação de A Escola do Bem e do Mal para as telonas! Confira aqui o book trailer, só para deixar aquele gostinho de "quero mais"!























